Uma Revista em papel é fundamental

revista em papel

 

Parece uma contradição dos tempos: porque haveria de uma revista em papel (ou um jornal) ser importante nos dias da digitalização? A imprensa britânica, atenta, responde, com uma das mais engenhosas campanhas publicitárias dos últimos anos. A campanha tem como slogan um simples “Take a Break” (Faça uma pausa), e mostra pessoas a ler revistas e jornais de papel. Isto é: comunicar com os leitores através de uma revista física é uma forma de criar um momento de pausa e relaxamento na atarefada vida dos clientes. Ler, afinal, é um aliado anti-stress, um companheiro nos momentos de descontração – algo que o digital, com a exigência permanente de mexer os dedos e revirar os olhos não permite.

Ora, para que a campanha saísse foram feitos estudos junto dos leitores. Os grandes trunfos das publicações em papel são a confiança que incutem, a paz que trazem, o toque no objecto que, assim, torna a mensagem real e palpável.

Afinal, de repente, na era de todos os ecrãs mágicos e tocáveis, o papel ressurge como um companheiro antigo, a revista para a ser uma amiga confiante. Não exigem do leitor que esteja sempre em exercício mental e físico. São de confiança e, ainda por cima, ajudam-nos a relaxar destes dias tão acelerados.

É por isso que na Rossio fazemos revistas e jornais, em papel. Ao mantermos a arte, com jornalistas e paginadores profissionais, estamos a contribuir para que os leitores aproveitem aqueles argumentos brilhantes dos britânicos: parar, confiar, ganhar energias.

Não se retire mérito à comunicação digital: esta tem um uso próprio, vantagens únicas e um código de transmissão de mensagem especiais. Mas é apenas mais um meio, como a TV veio complementar a rádio e a Internet todos os meios anteriores. Repita-se: complementar. Adicionar, acrescentar. Não substituir.

Olhar para um conjunto de revistas, para uma colecção de livros, para os jornais que guardamos, dos dias históricos que vivemos, tem um sabor especial. Faz com que haja uma memória física de que estivemos lá, vivemos aquilo, fomos cúmplices das histórias contadas em papel.

É esse o grande trunfo das publicações físicas e, mais ainda, a arte de as saber fazer apenas soma aos já conhecidos argumentos.

Fazemos uma revista?

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